Calculadora de Juros Compostos com Aportes Mensais

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Juros compostos são juros sobre juros: a cada mês o rendimento é somado ao saldo e passa a render também. Com aportes mensais, o montante é M = C×(1+i)^n + A×[((1+i)^n−1)/i]. Exemplo: R$ 1.000 iniciais e R$ 500 por mês a 1% ao mês por 10 anos somam R$ 118.319,73.

Por que este cálculo importa

Separar o que foi efetivamente investido do crescimento acumulado ajuda a definir metas financeiras realistas. A projeção também evidencia o efeito de pequenas diferenças na taxa ou no calendário dos depósitos, mas precisa ser interpretada com impostos, inflação, custos e oscilações que uma fórmula simples pode não incluir.

Como usar a calculadora

  1. Informe o capital inicial, se houver.
  2. Digite o aporte mensal. A fórmula abaixo considera depósitos no fim de cada mês.
  3. Informe a taxa e confira se ela corresponde ao período escolhido. Para uma taxa anual efetiva, converta-a para uma taxa mensal equivalente.
  4. Informe o número de meses.
  5. Confira o montante, o total investido e a diferença nominal entre eles.

A simulação presume uma taxa constante. Se não houver aportes, use A = 0. Se a taxa for zero, o montante será apenas o capital inicial somado aos depósitos. Impostos, tarifas e inflação só entram se houver campos ou ajustes específicos.

Fórmula

M = C × (1 + i)^n + A × [((1 + i)^n − 1) / i]

M é o montante; C, o capital inicial; A, o aporte mensal; i, a taxa por mês em decimal; n, o número de meses. A segunda parcela considera pagamentos no fim do mês. Para depósitos no início, essa parcela é multiplicada por (1 + i), pois cada aporte rende um período adicional. Quando i = 0, use M = C + (A × n), sem divisão por zero.

Total investido = C + (A × n). Juros nominais estimados = M − total investido. Essa diferença não desconta inflação, imposto ou custo. Uma taxa anual efetiva também não deve ser simplesmente dividida por 12: a taxa mensal equivalente é (1 + taxa anual)^(1/12) − 1.

Exemplo prático

Considere R$ 1.000 iniciais, aportes de R$ 500 ao fim de cada mês, taxa de 1% ao mês e prazo de 120 meses. O montante é R$ 118.319,73. Foram investidos R$ 61.000,00; a diferença nominal é R$ 57.319,73.

Cenário simples Resultado
Capital inicial R$ 1.000,00
Aporte mensal R$ 500,00
Taxa e prazo 1% a.m.; 120 meses
Montante R$ 118.319,73
Total investido R$ 61.000,00
Juros nominais estimados R$ 57.319,73

Se os mesmos aportes forem feitos no início de cada mês, o resultado será R$ 119.469,93, ou R$ 1.150,20 a mais. Cada depósito passa a ficar aplicado um mês adicional; por isso, o aporte que entra no começo do período acumula juros por mais tempo. O capital inicial não muda, e a diferença se refere apenas ao calendário dos aportes.

Exemplo realista

Agora, um cenário mais próximo da vida real: R$ 5.000 iniciais, aportes de R$ 800 por mês, CDI de 13,65% ao ano mantido constante por hipótese e prazo de 10 anos. Primeiro, a taxa anual é convertida em mensal por equivalência: (1,1365)^(1/12) − 1 = 1,0720% ao mês (repare que não é 13,65 ÷ 12 = 1,1375%).

Cenário realista (hipotético) Resultado
Capital inicial R$ 5.000,00
Aporte mensal R$ 800,00
Taxa 13,65% a.a. (1,0720% a.m.)
Prazo 10 anos (120 meses)
Montante bruto R$ 211.631,82
Total investido R$ 101.000,00
Juros brutos R$ 110.631,82
Líquido após IR de 15% sobre os juros R$ 195.037,05
Em poder de compra de hoje (IPCA constante de 4,58% a.a.) cerca de R$ 124.632,34

A última linha mostra por que olhar só o montante nominal engana: descontados o imposto e a inflação hipotética, o poder de compra final é bem menor que o valor bruto. Na prática, cada aporte tem seu próprio prazo e alíquota de IR; a conta acima simplifica aplicando 15% sobre todo o rendimento.

Tabela comparativa

A tabela apresenta montantes brutos hipotéticos para R$ 5.000 iniciais e aportes de R$ 800 ao fim de cada mês, com taxas anuais efetivas constantes e capitalização mensal equivalente. Não inclui impostos, custos nem inflação.

Taxa anual 5 anos 10 anos 20 anos
8% R$ 65.702,36 R$ 154.894,04 R$ 478.504,04
10,65% R$ 70.510,52 R$ 179.170,13 R$ 658.338,18
13,65% R$ 76.349,81 R$ 211.631,82 R$ 954.465,52

Mantidos os demais fatores, uma taxa maior eleva o montante, e prazos longos ampliam bastante o efeito composto. Na vida real, taxas variam e o resultado líquido pode ser menor; a linha de 13,65% é um cenário matemático, não uma previsão de CDI por até 20 anos.

Dados atuais

O Banco Central publica a meta Selic e seu histórico; o CDI acompanha de perto as condições do mercado interfinanceiro, mas não é idêntico à meta. Esses dados ajudam a escolher uma hipótese de simulação, não a fixar a rentabilidade futura de um investimento.

Erros comuns

  1. Misturar taxa mensal com número de períodos anual.
  2. Dividir uma taxa anual efetiva por 12 sem converter a capitalização.
  3. Supor que todos os aportes ficam investidos pelo prazo inteiro.
  4. Confundir montante com lucro e deixar de subtrair os depósitos.
  5. Ignorar imposto, custo, inflação e variação da taxa.

Para aportes irregulares, retiradas ou taxas que mudam, calcule cada fluxo e período conforme sua data. A fórmula de aporte constante não representa corretamente esses casos. Também confira se os valores exibidos são brutos ou líquidos e qual convenção de arredondamento foi usada.

Quando NÃO usar este cálculo

  • Para afirmar quanto um investimento real necessariamente renderá.
  • Para fluxos irregulares sem modelar separadamente os depósitos e saques.
  • Para comparar produtos sem considerar impostos, tarifas, liquidez e riscos.
  • Para medir poder de compra sem uma hipótese explícita de inflação.

Glossário

  • Capital inicial: valor aplicado no começo da simulação.
  • Aporte: depósito acrescentado ao saldo em uma data periódica.
  • Capitalização: incorporação dos rendimentos ao saldo, que passa a render também.
  • Montante: saldo projetado ao fim do prazo.
  • Juros nominais: diferença entre montante e contribuições, antes de ajustes.
  • Taxa equivalente: taxa de outro período que produz o mesmo fator composto.
  • Poder de compra: quantidade de bens e serviços que um valor permite adquirir.

Perguntas frequentes

O que são juros compostos?

São rendimentos calculados sobre o saldo acumulado, que inclui rendimentos anteriores. Depósitos em datas diferentes ficam aplicados por tempos diferentes.

A calculadora considera aportes no início ou no fim do mês?

A fórmula principal considera o fim do mês. No início, cada aporte fica aplicado por um mês adicional, elevando o montante.

O resultado é líquido de imposto?

Não. O resultado da fórmula é bruto e não inclui automaticamente imposto, tarifas ou inflação.

Por que 12% ao ano não equivale a 1% ao mês?

Porque 1% ao mês, composto por 12 meses, produz fator anual de (1,01)^12. A taxa mensal equivalente de uma taxa anual efetiva é obtida pela raiz de ordem 12 do fator anual, menos 1.

Posso projetar muitos anos usando o CDI de hoje?

Pode usar a taxa como hipótese fixa para estudar sensibilidade, mas não como previsão. As taxas futuras podem mudar substancialmente.

Fontes

Atualizado em 28/10/2026

Conteúdo educacional e informativo, não constitui recomendação de investimento.